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Junho / Julho / Agosto - 2013 / Ano3 / Número 11

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Projetos de reuso de água: um novo campo para o HDD

A chamada água de reuso, efluente tratado e purificado nas estações de tratamento de esgotos (ETE), vai ganhar cada vez mais relevância no Brasil. Apesar de sermos um país rico em recursos hídricos, a demanda pelo líquido potável começa a ficar complexa, principalmente nas regiões metropolitanas. É nesse momento que entram em cena os projetos de reuso de água, uma nova fronteira para o mercado de perfuração horizontal direcional (HDD). O HDD é considerada a tecnologia mais adequada para construção desse tipo de tubulação pressurizada. Além de tecnicamente viável, o HDD igualmente agrega a vantagem de ser um método não destrutivo (MND), pouco invasivo e com geração mínima de valas.

De acordo com a Agência Brasil, os projetos envolvendo água de reuso começam a despontar no país. Um exemplo é o maior projeto mundial em execução na área industrial, capitaneado pela Petrobras e pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), do Rio de Janeiro. Pela parceria, a Cedae fornecerá cerca de 1,5 mil litros de água por segundo para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). De acordo com o assessor ambiental da Cedae, José Maria de Mesquita Junior, ao utilizar a água de reuso, o Comperj deixa de consumir a mesma quandidade de água potável, a qual poderá ser direcionada para o abastecimento normal da população.

A água de reuso na indústria é usada em processos que normalmente adotariam a água totalmente tratada. Ao consumir a de reuso, a indústria e outras entidades promovem uma economia em escala: evitam que as companhias de água e esgoto joguem o efluente tratado nos cursos de água e promovem a economia da água tratada. Segundo Mesquita Júnior, do Cedae, a água de reuso diminui a captação necessária para tratamento de água a ser fornecida à população e, pelos cálculos da empresa fluminense, somente o projeto da Comperj favorecerá 500 mil pessoas, que continuam a receber água potável de qualidade sem que a empresa precise investir mais.

Nem todas as indústrias obviamente podem consumir a água de reuso em seu processamento. É o caso das empresas alimentícias e do setor de bebidas, que vão continuar a adotar a água de qualidade rigorosamente testada. Por outro lado, mesmo esse tipo de companhia pode usar a água de reuso em atividades como sanitários e cultivo de jardins.

CONTEÚDO EXCLUSIVO DO SITE

Água no limite nas grandes cidades

Dados da Agência Brasil indicam que mesmo capitais conhecidas pela sua política sustentável estão ameaçadas pela escassez de água tratada. É o caso de Curitiba.

A Região Metropolitana da capital paranaense tem uma disponibilidade de 500 metros cúbicos (m³) por habitante ao ano, enquanto a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é 1.700 m³. Assim como em outros locais, os paranaenses serão obrigados a economizar, reciclar e investir no uso consciente da água. O gerente de planejamento e desenvolvimento ambiental da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Pedro Luís Prado Franco, destaca que embora não tenha qualidade para consumo humano, a água de reuso é indicada para atividades como irrigação agrícola e de jardins, uso industrial, lavagem de ruas, praças, calçadas e automóveis, entre outros.



Companhias do setor expandem uso

A água de reuso tem sido aproveitada na irrigação de lavouras de arroz no Rio Grande do Sul. A produção de água de reuso chega a 30 mil litros por dia, o suficiente para irrigar uma área de 270 hectares. Setenta e cinco por cento de toda água que é captada nas duas maiores bacias da região metropolitana de Porto Alegre – a do Sinos e a do Gravataí – são usados na irrigação, de acordo com a Agência Brasil.

Os dados são da Corsan, companhia regional da área de saneamento. No Rio de Janeiro, o exemplo começa na própria Cedae, a companhia estadual do setor. A sede da empresa foi construída com exigências de sustentabilidade ambiental, incluindo medidas de aproveitamento de água de reuso nas atividades que não exigem água totalmente limpa, caso dos sanitários e cultivo de jardins. Semanalmente são armazenados 88 mil litros de água para suprir essas demandas.

No Nordeste, região que sofre com a seca, os efluentes tratados também são aproveitados. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) aproveita a água de reuso na irrigação de uma plantação de capim no município de Pendências. O capim é base de ração animal e também serve para a fabricação de lenha ecológica. O projeto é piloto e disponibiliza 700 mil litros por dia de água de reuso, mas a experiência deu tão certo que a companhia pretende ampliar a prática.

Fonte: Agência Brasil

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