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Dezembro - Janeiro - Fevereiro / 2013 / Ano 3 / Número 9

CAPA

Estande da INTECH destacou-se pela construção sustentável.

Maior distribuidora de gás natural canalizado no Brasil, a Comgás responde por mais de 30% das vendas desse combustível no País. Para sustentar essa operação, a companhia detém mais de 9 mil km de rede em toda a sua área de concessão e gera mais de 5 mil empregos diretos e indiretos. Privatizada desde 1999, a concessionária é controlada pelo grupo Cosan, sócio da Shell na companhia. No total são 71 cidades atendidas e 1,2 milhão de clientes, entre consumidores residenciais, industriais e comerciais, incluindo uma rede de 324 postos que oferecerem o gás natural veicular (GNV) como opção de abastecimento. Não causa espanto, portanto, que a empresa invista fortemente na expansão de sua infraestrutura subterrânea usando métodos não-destrutivos (MND), com destaque para o HDD.

Atualmente, cerca de 90% das obras de distribuição de gás canalizado executadas pela Comgás utilizam o MND como técnica. Em 2011, a empresa ampliou sua infraestrutura em 1,2 mil km e foram mais de 1,3 mil km novos em 2012. Somente no ano passado, os investimentos realizados pela Comgás em toda sua área de concessão somaram R$ 616 milhões e foram utilizados principalmente para ampliação e modernização da rede de distribuição. As ampliações de rede incluem não só a capital, mas cidades importantes como Taboão, Diadema, Osasco, Americana, Piracicaba, Taubaté, Mogi das Cruzes, Guarulhos, São José dos Campos, Santo André, São Bernardo do Campo e Santos, entre outras as principais.

A INTECH Engenharia também faz parte do esforço da empresa em avançar com novas obras. “Assinamos dois contratos de construção e montagem de redes aplicando a tecnologia de perfuração horizontal direcional (HDD) e também pelo método convencional de abertura de valas, em casos em que essa tecnologia é necessária”, destaca Carlos Pimenta, diretor comercial da INTECH. O executivo destaca que o escopo é inédito para a INTECH. “No caso do HDD, a execução de obras não é novidade para nós”, afirma. “O diferencial, nesse caso, é a maior complexidade do projeto, envolvendo montagem e construção de rede, ou seja, o processo completo e não somente a etapa mais especializada que é o HDD”, explica. De acordo com ele, o primeiro contrato envolve duas etapas: duas perfurações direcionais, sendo a primiera a travessia de 270 metros no Rio Piracicaba, fazendo a interligação de linhas de distribuição da concessionária, e um furo de 110 metros. Nesse último caso, a obra vai substituir um duto atualmente instalado ao longo de uma ponte (instalação aérea) por uma obra subterrânea, o que garantirá maior segurança para a rede. O segundo contrato, assinado no final de 2012, envolve a instalação de um duto de aço de seis polegadas ao longo de 24 km, sendo 15 km com uso de HDD e outros 9 km pelo método convencional de abertura de valas.

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Como a Comgás usa a técnica de HDD em suas obras

Destacando que o HDD como método não-destrutivo permite a instalação de tubulação de canalização de gás com mínimos efeitos sobre o entorno da obra, a Comgas adota uma série padronizada de etapas em seus contratos (veja material abaixo). O MND tem sido amplamente usado para dutos de aço, polietileno de alta densidade (PEAD) e outros materiais. No caso específico de obras urbanas, o superintende de Expansão da concessionária, Laércio Antônio Piva, destaca algumas vantagens.

“Temos a redução significativa dos danos causados ao pavimento, visto que este método consiste na abertura de uma pequena vala, denominada cachimbo, sendo um no início e outro no final da extensão a ser lançado a tubulação”, detalha. Ainda de acordo com ele, dois outros ganhos merecem ser lembrados: o baixo impacto no trânsito local e a diminuição drástica da geração de entulhos, incluindo asfalto, rachão e outros resíduos. A redução no tempo da obra é o quarto fator que incentiva o uso do MND na Comgas. “Essa diminuição acontece muito em função da redução da recomposição do pavimento ou calçada, porque é necessário adotar a recomposição apenas em pontos localizados”, diz ele.



As fases do processo de furação horizontal dirigida, segundo a Comgas

1) Projeto básico no caminho a ser percorrido pela rede de distribuição.
2) Levantamento das interferências, por meio do cadastros das concessionárias e organismos envolvidos.
3) Execução do projeto executivo, que contém diâmetro da rede, material, traçado, profundidade, interferências, etc.
4) Obtenção das autorizações.
5) Mapeamento em campo, que consiste em confirmar as interferências e o traçado previsto no projeto executivo.
6) Preparação e aprovação do plano para execução do furo. O plano deve considerar todos os dados do projeto, do mapeamento de campo, a extensão do furo, perfil do furo, a profundidade, tipo de solo, a máquina a ser utilizada, ferramenta, fluído, layout, sinalização, etc.
7) Preparação de permissão para execução do trabalho, considerando os riscos envolvidos e aspectos da qualidade que deverão ser monitorados.
8) Treinamento de segurança da equipe envolvida (CDS), efetuada no campo, e que tem como base a análise de risco do local, os riscos inerentes da operação e o plano de furo. 9) Sinalização e isolamento do local da obra.
10) Abertura da vala para entrada e saída da ferramenta.
11) Mobilização da máquina em campo conforme layout pré-estabelecido.
12) Execução do furo piloto, que consiste em abrir um furo de menor diâmetro seguindo o traçado previsto no plano. Durante a execução do furo piloto duas pessoas são essenciais: o operador da máquina e o navegador, que monitora a ferramenta, através de equipamento especial para localização e monitoramento (pipe locator) posicionado no nível do solo. O uso desse recurso fornece, continuamente, a posição e profundidade da ferramenta. Com os dados do pipe locator, é possível ajustar a posição, o que exige uma comunicação direta entre navegador e operadora. Todas as informações são lançadas em relatórios para que, no final do processo, permitam a elaboração do cadastro da rede (As Built).
13) Após a conclusão do furo piloto, será efetuado o alargamento e, em seguida, o puxamento do tubo (coluna) como previsto em plano. Nesse momento, a execução do HDD estará concluída.
14) A partir deste ponto a obra prossegue com as atividades de soldagem, instalação de equipamentos, recomposição, testes, comissionamento e, por final, a geração do cadastro eletrônico da nova rede que acabou de ser lançada.



Linha do tempo da Comgas

1872 - Comgás começa a operar oficialmente como San Paulo Gas Company
1912 - Primeira mudança no controle da empresa: canadense Light assume o controle acionário.
1959 - A empresa é nacionalizada e passa a se chamar Companhia Paulista de Serviços de Gás
1974 – Empresa é municipalizada e passa a se chamar Companhia Municipal de Gás de São Paulo
1984 - Controle acionário passa para a estatal Companhia Energética de São Paulo (Cesp)
1996 - Abertura do Capital Social
1999 - Privatização: Controladores Grupo BG e Grupo Shell
2012 – Cosan compra a parte do Grupo BG e assume o controle acionário da Comgás

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