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Dezembro - Janeiro - Fevereiro / 2013 / Ano 3 / Número 9

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Mercado de MND movimenta R$ 800 mi no Brasil

Setor de saneamento puxa volume de obras, com investimentos de R$ 400 milhões



O mercado brasileiro de métodos não-destrutivos (MND) para instalação de redes subterrâneas deve movimentar R$ 800 milhões em 2012. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Tecnologia Não- Destrutiva (Abratt). Ainda de acordo com esses números, o País estaria vivenciando uma fase de demanda por equipamentos, apesar da crise internacional. Os indicativos da Abratt sinalizam que o setor de saneamento é o que mais tem usado os serviços de MND nas grandes cidades como São Paulo, em função da quantidade de obras a ser feitas nos próximos anos e a necessidade de atender todo o País, onde apenas 55,4% das residências estão conectadas à rede universalizada de abastecimento de água.

Prova disso é o caso da Sabesp, concessionária de serviços de água e esgoto. De acordo com informações oficiais da empresa, a concessionária tem 564 obras em andamento em 21 cidades da Grande São Paulo, envolvidas no Projeto Tietê. Com investimento da ordem de R$ 2,3 bilhões, estima-se que 60% dessas obras estejam sendo feitas usando o MND. A Sabesp, aliás, é pioneira na adoção da tecnologia no Brasil, desde a década de 1970. Ainda segundo a concessionária, a técnica foi aperfeiçoada em função de novas necessidades. A avaliação oficial da empresa é de que seria impossível realizar o Projeto Tietê sem contar com os métodos não-destrutivos. A empresa realiza a implantação dos coletores e interceptores de esgoto na capital, em regiões como Itaim Bibi e Vila Nova Conceição, com o objetivo de reforçar o sistema de esgotamento sanitário em algumas regiões, aumentar o percentual de esgoto coletado e tratado.

Com isso, será possível melhorar a situação dos córregos paulistanos, ajudando a despoluílos. Para Paulo Dequech, presidente da Abratt, o mercado de perfuração usando método não destrutivo vive, atualmente, um grande momento. Na avaliação do informativo oficial da Associação, a tecnologia, que chegou ao Brasil no início dos anos 90, principalmente em função dos projetos de rotas ópticas urbanas e de longa distância em rodovias e ferrovias, tem perspectiva de crescimento nos próximos anos. Na avaliação de Dequech, muitas empresas estão sendo criadas para atuar no setor, nas construções de tubulações subterrâneas para o transporte de gás, redes telefônicas e elétricas, além de saneamento básico.

“A nossa demanda por infraestrutura, a proximidade de dois eventos esportivos mundiais (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) atraem a atenção das companhias estrangeiras que buscam mercado, parceiros ou consolidam a presença dos que aqui estão desde a década de 1990”, afirmou Dequech. Dados da Abratt indicam que o segmento cresceu cerca de 30% nos últimos dois anos. Em 2012, ele deve contabilizar R$ 300 milhões para obras de rede de gás; R$ 400 milhões para saneamento e R$ 100 milhões em telecomunicações.

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Saneamento vai receber R$ 45 bilhões até 2014

De acordo com a Agência Brasil, do governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) na área de saneamento recebeu um investimento de R$ 41 bilhões do Ministério das Cidades para aplicar em municípios com mais de 50 mil habitantes. O valor será investido nas regiões metropolitanas e Região Integrada de Desenvolvimento (Ride). Para os municípios abaixo desse limite, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) disponibilizará mais R$ 4 bilhões. Com isso, fecha-se a soma de R$ 45 bilhões somente de fontes governamentais.

O apoio de recursos financeiros para empreendimentos de saneamento do PAC é feito com base na população do município a ser atendido. Para este ano, a previsão é de R$ 2,64 bilhões. O investimento para o setor de saneamento é dividido entre as modalidades de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, saneamento integrado e resíduos sólidos.

O total a ser investido pelo PAC 2 supera a primeira versão do Programa, quando foram aplicados R$ 36 bilhões, mais R$ 4 bilhões da Funasa. De acordo com a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), os empreendimentos duram, em média, de quatro a cinco anos para serem concluídos. Já o monitoramento das obras tem sido feito pelo Ministério das Cidades, o qual mantém o registro atualizado da execução físico-financeira.

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