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Dezembro - Janeiro - Fevereiro / 2013 / Ano 3 / Número 9

TECNOLOGIA

Tecnologia multifeixe será aplicada no mercado brasileiro de óleo e gás

Quem conhece o setor de óleo e gás sabe que os investimentos na fase inicial de exploração não são pequenos. Isso significa que quanto mais avançadas as tecnologias, melhor para o País. Uma das mais novas metodologias desembarcou em setembro desse ano no Brasil: o levantamento multifeixe ou multibeam survey, como é conhecido em inglês.

Trata-se de uma tecnologia ideal para bacias de nova fronteira, particularmente para etapas que precedem a atividade de exploração conhecida como Sísmica. O resultado da nova metodologia permite um melhor desenho da malha sísmica em três dimensões (3D), otimizando o esforço exploratório futuro e complementando as técnicas já existentes no setor de óleo e gás.

“O levantamento multifeixe é fundamental para a priorização de blocos de exploração em uma eventual licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, explica Kazumi Miura, consultor de geologia da INTECH e parceiro no projeto Cluster de Bionergia. De acordo com ele, o levantamento multifeixe também pode reduzir o impacto ambiental na coleta de dados. Isso seria possível, pois a tecnologia diminui a necessidade de adoção de outras técnicas complementares, minimizando a ação no ecossistema marinho.

Miura acrescenta que um navio especialmente preparado para o levantamento multifeixe já está no Brasil desde o final de setembro, tendo como meta levantar cerca de 300 mil km² de área, o que compreende a margem equatorial da costa brasileira. Tal faixa inclui desde a bacia Potiguar (RN), passando pelo Ceará, Barreirinhas, Pará e Maranhão, chegando até a Foz do Amazonas.

Essa varredura acontece em lâmina de água, entre 250 m e 3.500 m de profundidade. “Diversas empresas majors participaram de atividades semelhantes em vários projetos, principalmente no Sudeste Asiático. No Brasil, muitas empresas de óleo e gás demonstraram interesse em participar do projeto na Margem Equatorial Brasileira”, antecipa o executivo. Segundo Miura, o próximo passo é a formação de consórcios de companhias petrolíferas, que vai permitir o levantamento multifeixe nas áreas que provavelmente serão licitadas pela ANP. Esse está processo programado para acontecer em maio de 2013.

A convite da Niko Resources, companhia canadense que está trazendo a tecnologia para o Brasil, algumas empresas foram convidadas a conhecer o navio e a tecnologia que está sendo implementada. A INTECH Engenharia foi representada pelo seu diretor José Eduardo Jardim.



Como foi desenvolvido o levantamento multifeixe


Aplicado com sucesso na fase inicial de exploração de petróleo e gás, essa tecnologia pré-sísmica envolve o uso de um equipamento de sonar acústico de alta definição, que vem sendo continuamente aperfeiçoado pela marinha norte-americana. Poucos equipamentos estão atualmente disponíveis no mercado e a metodologia de levantamento e interpretação aplicada pela Niko Resources foi adota pela própria força naval dos Estados Unidos. O objetivo básico do levantamento é processar os dados de sonar refletidos por materiais mais compactos e rugosos e que possam ocorrer no fundo oceânico a grandes profundidades. Nestas regiões oceânicas a mais de 1000 m de lâmina de água a luz do sol não atinge e a fonte de energia para a existência de determinadas comunidades biológicas são as exudações de gás ou óleo. Estas comunidades são testemunhadas com equipamentos especiais denominados Piston Cores. A comprovação destas exudações de gás ou óleo é de fundamental importância para a exploração de petróleo.

 

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A experiência da Niko Resources


A empresa canadense tem um histórico de sucesso no uso do levantamento multifeixe. A experiência mais recente aconteceu na grande campanha de exploração na Indonésia, envolvendo um total de 1 milhão de km2 de exploração em águas profundas. Com o resultado desse projeto, a companhia assinou 22 contratos de exploração e produção de óleo. Para a perfuração dos prospectos desenvolvidos, a Niko contratou uma sonda de grande porte para aguas profundas por um período de quatro anos, sendo que o equipamento está em fase inicial de perfurações. Os planos atuais da empresa são de expandir o uso dessa mesma estratégia para a região da América do Sul e Caribe.



Governo aprova novas licitações em 2013

O CNPE (Conselho Nacional de Planejamento Estratégico - MME) aprovou a realização de novas rodadas de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás. A chamada 11ª rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está planejada para ocorrer em maio de 2013, mas o dia correto ainda não foi definido, dependendo da aprovação final da MP sobre distribuição dos royalties do petróleo. Em novembro do ano que vem poderá ocorrer também a primeira licitação do Pré-sal, segundo o jornal Valor Econômico. De acordo com o informativo, a rodada de maio vai incluir 174 blocos de exploração, metade em terra e metade no mar. O leilão do Pré-sal, por enquanto, não tem localização indicada. O ministro das Minas e Energia, explicou que a nova empresa que gerenciará a produção de petróleo nas áreas do Pré-sal (Petrosal) não precisará ser constituída antes do leilão. Isso somente será necessário quando houver adjudicação e assinatura dos blocos licitados.

 

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